Escola

A minha fotografia
Nome:

M. Eugénia Prata Pinheiro

quarta-feira, dezembro 31, 2008

2009

Para todos os que por aqui vão passando ficam votos de saúde, energia e boa disposição. E muita criatividade que bem precisa vai ser...

sábado, dezembro 20, 2008

Lições

Estas atividades teatrais permitem um conhecimento mais fundo de cada um dos alunos e dos professores mais diretamente envolvidos. Criam-se relações diferentes e mais fortes entre as pessoas. Este ano os curtos ensaios tiveram de apanhar aulas de estudo acompanhado que as aulas de português foram comidas pelos feriados e pela greve. A jovem colega de matemática que emparceira comigo apoiou com ideias, comentários, aplausos e no arredar de mesas e cadeiras para abrir espaço para o ensaio. A jovem de ciências da natureza no comentário ao texto e abrindo espaço de ensaio na sua aula. A professora de educação física ensaiou a cadeia. O professor de música deu volta ao côro. Só por falta de tempo não calhou o preparo dos "aventais" aos colegas de educação visual e tecnológica que para tal se tinham disponibilizado.

Mas o inesperado aconteceu no dia da representação para as turmas de 6º ano. que decorreria em quatro sessões sucessivas. Na véspera, no final da tarde, eu passara na biblioteca para arranjar o espaço para a cena - colocar cadeiras para a assistência e arredar mesas para abrir palco. A funcionária estava em limpeza do chão e eu desisti, deixando para a manhã bem cedo a tarefa.

Nada deixara preparado e estava previsto que estaria na escola no início das aulas para acompanhar o teatro. Não estive. Há sempre uma primeira vez para a falha. Só consegui chegar quando já decorria a segunda sessão. Os alunos de dez, onze e doze anos tinham preparado tudo com o apoio da professora de matemática que emprestara o tempo da aula para a representação.

Uma das alunas tomara a iniciativa de me substituir na introdução que me vira fazer no "ensaio geral" e criara ela própria um remate, após aplausos, agradecendo a presença aos espectadores e fazendo os votos da época de boas férias, bom Natal e bom ano. Na última sessão acrescentou no remate um inesperado agradecimento aos professores. Foi ótimo.

Fiquei satisfeitíssima por me ter atrasado. Aprendi, aprendi, aprendi.

E mais. Na aula de português da véspera castigara o aluno que "fazia de" Tibúrcio. Aborrecido por ter uma aula normal no penúltimo dia de aulas, não parava de estalar um papel ignorando mas perturbando a aula e, depois de algumas chamadas de atenção, pu-lo fora da sala. Irritou-se e declarou que faltaria no dia seguinte à peça. Reagi tranquila faz como quiseres, ou te respeitas a ti e aos teus colegas, ou não; o problema é teu. Lá estava satisfeito.

Teatro ou regulamento interno ?

Prefiro o teatro. Andar a fiscalizar se os alunos estão a mascar pastilhas não faz o meu género. Só quando embrulham a língua ao ler ou falar, faço a chamada de atenção preferencialmente imitando a mascação e o embrulho - ó meu amigo, está a ver a triste figura que faz?

Às vezes há curta cena - metade da turma, em frente de todos, masca e os outros assistem. Trocam depois de posição. E o que se vê é tão inestético que convence!

Mas pelo teatro também se vai lá. E tivemos peça natalícia que agarraram com gozo. Uma opção simples PASTILHAS OU CEIA DE NATAL? com direito a revisão do aparelho digestivo e dos nutrientes



PASTILHAS OU CEIA DE NATAL?

(em cena, num lado do palco, está o Tibúrcio sentado numa cadeira meio de costas para a assistência e mascando afanosamente; os dentes, em semicírculo, enquadram as papilas gustativas ladeadas pelas glândulas salivares; mais ao lado a glândula gástrica e a glândula intestinal;do Tibúrcio, parte uma fila de neurotransmissores;” aventais” de plástico colorido definem as personagens – vermelho para as papilas, rosa para as glândulas salivares, branco para os dentes – dois deles com um bocado de plástico preto cosido simulando as cáries-, amarelo e verde para as outras glândulas e azul para os neurotransmissores)

Papila gustativa 1 - Farta, estou farta!

Papila gustativa 2 - Que horror! Não suporto mais!

Glândula salivar 1 - Que se passa?

Papila gustativa 1 - O Tibúrcio passa os dias a mascar. Logo pela manhã mete uma pastilha na boca e passa o dia nham, nham, nham. Já tudo me sabe a hortelã ou a morango de plástico!

Papila gustativa 2 - Nós somos papilas gustativas mas estamos a perder a capacidade de saborear.Temos que fazer qualquer coisa.

Dente - Até eu já tenho uma enorme cárie da quantidade de açucar que a porcaria da pastilha leva!

Glândula salivar 2 - Também para nós é cansativo.

Glândula salivar 1 - Somos glândulas salivares. Temos que produzir saliva para formar o bolo alimentar…

Glândula salivar 2 - Mas todo o dia a produzir saliva abundante para formar o bolo alimentar de nada…

Glândula salivar 1- Claro, aquilo não é alimento nenhum!

Glândula gástrica - E nós, as glândulas gástricas.. enganadíssimas e cansadíssimas…todo o dia a produzir suco para fazer o quimo em vão.

Glândula intestinal - E nós, as glândulas intestinais, estamos de rastos. Também produzimos suco todo o dia a pensar que vamos fazer um belo quilo…

Glândula salivar 1 - Cheio de vitaminas, sais minerais, fibras …

Glândula salivar 2 - Glúcidos, lípidos, prótidos, água…

Glândula intestinal - E nada, nadica de nada…

Papila gustativa 1 -O Tibúrcio parece um daqueles bichos grandes, um boi ou uma vaca que eu vi um dia num prado quando o Tibúrcio pôs a língua de fora.

Papila gustativa 2 - Mas esses são ruminantes, têm uma digestão diferente.

Papila gustativa 1 - Temos que fazer qualquer coisa. Vem aí o Natal, com coisas boas para saborear…

Papila gustativa 2 - Filhós, sonhos, rabanadas…

Papila gustativa 1 - bacalhau, couves, peru…

Glândula gástrica- Podíamos fazê-lo enjoar as pastilhas…

Glândula intestinal - Boa! Mandamos sinal lá para cima pelos neurotransmissores

(a glândula intestinal diz um segredo a um neuro-transmissor e a mensagem passa até chegar à cabeça do Tibúrcio que se levanta com um ar enjoado, simula um vómito, tira a pastilha da boca e atira-a para o caixote do lixo.)

(o Tibúrcio e os neurotransmissores fazem cadeia dançada; todos os outros cantam)

Que dia tão lindo hoje está

Que dia tão lindo hoje está

Que belos sabores vamos ter

(um dente mandante anuncia cada um dos nutrientes e os outros repetem)

e vitaminas

e sais minerais

e glúcidos

e lípidos

e fibras

e prótidos

e água

para aproveitar

para crescer

para viver

(e cantam com movimento à escolha )

Que dia tão lindo hoje está

Que dia tão lindo hoje está!

O sol brilhando assim assim,

O sol brilhando

O sol brilhando

O sol brilhando assim

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Sem tempo

Sem tempo para mais escritas venho apenas constatar a qualidade cada vez mais hipertélica desta "avaliação".

sábado, dezembro 13, 2008

Milhões, milhões, milhões

Milhões para aqui, milhões para ali, milhões para acolá. Se é um bom plano ou um mau plano parece que ninguém sabe.

Uns milhões serão para o parque escolar, obras puras e duras em cem escolas. Talvez agora se construam pavilhões decentes na "minha" escola que permitam arrasar os miseráveis barracões onde decorrem tantas e tantas aulas. Vão borda fora professores e funcionários e entra a construção civil. Do mal o menos.

E um bocado na linha do sr. Belmiro de Azevedo, não seria de usar também uns parcos milhões para cuidar das estradas secundárias? Pintar as linhas de apoio, arranjar as bermas, tapar os buracos. Circulei há dias na velha estrada da Beira e tive de ficar a pensar nisto. Por tão pouco correm-se grandes riscos. A Estradas de Portugal S. A. que faz anúncios de página inteira à nova A4 Vila Real / Bragança dizendo que uma estrada não é apenas um caminho mas também uma ponte entre pessoas bem podia ocupar-se também destas velhinhas mas úteis.


Casas Pias

Mais um jovem vítima da Casa Pia.

Por que não se encerra uma tal instituição?

Ih, ih, ih, ih - do Expresso on-line

Suspensão da avaliação

Gama enganou-se a contar os votos


Guilherme Silva, vice-presidente
da Assembleia da República,
defende que a proposta do CDS
para a suspensão da avaliação
dos professores, votada na famosa
sessão parlamentar de dia 5,
foi aprovada na primeira votação.
O anúncio da rejeição, feito
por Gama, “enferma de lapso”,
pois não levou em conta os votos
divergentes de sete deputados
do PS, diz o ‘vice’ da AR. A
restante oposição concorda.

Nota: Coisas que acontecem. Lá está o problema com a matemática. E, que diabo, às vezes perdem-se coisas - votos, propostas... Que velha sou!


sexta-feira, dezembro 12, 2008

Abaixo-assinado da plataforma sindical

Se quiser assinar, fica aqui a ligação.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Sobre avaliação - Uma perguntinha

Aqui fica a perguntinha que o Desidério Murcho publicou no "de rerum natura"


Parece-me que uma das perguntas mais relevantes no que respeita à avaliação dos professores é a seguinte: com esta ou outra avaliação, ou sem qualquer avaliação, que diferença faz no que respeita à excelência no ensino? Que diferença faz na qualidade do ensino real, que os estudantes realmente recebem na escola?

E a resposta que me parece plausível é: "Não faz qualquer diferença relevante".

Não é com esta ou com outra avaliação que a qualidade do ensino será promovida. Esta avaliação tem por único objectivo poupar dinheiro, vedando o acesso ao topo da carreira à maior parte dos professores. E os protestos dos professores têm como única razão de ser a tolice burocrática e kafkiana que o processo de avaliação envolve.

O que realmente conta para promover a qualidade do ensino, contudo, não é abordado. Nem os dirigentes educativos nem os professores estão genuinamente comprometidos com a tentativa de melhorar o ensino. Houvesse esse comprometimento, e o debate seria completamente diferente.

domingo, dezembro 07, 2008

As táticas

Ouvir a ministra declarar, em plena Assembleia da República, que o seu modelo de avaliação é mau, tem erros, mas é para aplicar este ano só pode indignar os professores e, pelo menos, espantar os cidadãos.

E a indignação faz crescer a vontade de forte oposição.

Recebi mail de um professor devidamente identificado que merece exposição.

(...)Esperar pelo dia 19 de Janeiro é completamente errado. A nossa luta deve ser permanente, pois não devemos dar tempo ao inimigo de se reorganizar.
Para além das muitas sugestões referidas nos blogues (resistência dentro das escolas, não entrega dos objectivos, etc., etc.), a nossa luta deve, também, ser visível.
Por isso proponho, humildemente, GREVE, 1 HORA POR DIA (entre as 08H 30M e as 09H e 30M, por exemplo) por tempo indeterminado. (...)

Porque será que os sindicatos dos trabalhadores dos transportes públicos, com muito mais experiência neste tipo de lutas do que os dos professores, adoptam esta estratégia? Fazem greve nas horas de ponta, apenas!

Se entender que a minha sugestão tem algum sentido ou interesse "bloguístico", gostaria que a submetesse (através do seu blogue) à consideração dos professores. Sob anonimato, de preferência, simplesmente um professor, sem qualquer título e sem nome, um professor humilhado. Apenas.

Encurtei o texto mas espero ter mantido o fundamental e acho que tem razão. E há mais.

Convidar os pais a visitarem tantos dos inapropriados espaços onde os seus filhos têm aulas - mal cheirosos, cobertos a amianto, sem ar nem luz, com cadeiras para anões e recusar trabalhar em tais insalubres espaços. Qualquer magalhânica campanha perde sentido diante destes barracões. E exigir um número de funcionários suficiente para garantir a segurança das pessoas e o apoio necessário ao desenvolvimento do trabalho. Quando o governo se preocupa em injetar euros em tão diversas atividades económicas, alegando a preservação dos empregos, não se entende que não se coloquem funcionários em número suficiente nas escolas. À senhora ministra e ao senhor primeiro-ministro não incomoda nada que volta e meia as salas deste ou daquele pavilhão não possam funcionar, que aquela escola, ou a outra, ou a outra não possam sequer abrir. Os alunos ficam sem aulas mas poucos sabem que isso acontece. Não é notícia, não tem importância.

Para quem está no terreno, fica clara a hipocrisia e falsidade com que publicamente o poder argumenta na defesa das titularidades e das avaliações promotoras do mérito. Qual qualidade de ensinança qual quê! Poupança, estranha poupança face a tanto desvairado esbanjamento de dinheiro público.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Revogação do ECD

Aqui fica a ligação para o abaixo-assinado para revogação do ECD, documento despoletador do ataque cerrado à escola.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Beleza da matemática furtada ao Paulo Guinote

Como não hão-de ser os portugueses maus a Matemática se o Ministério da Educação, de um conjunto de números entre os 70% e os 100% consegue calcular uma média de 61%?

É que até o adesivado Jornal de Notícias dá conta dos altíssimos níveis da adesão, especialmente no Norte, que como sabemos é um reduto vermelho por excelência, com destaque para Viseu onde a adesão superou os 90%, ou a Guarda perto dos 100%.

Não queiram ver, não…

Nota: estão muitos números, textos e imagens desta greve histórica nos blogues a educação do meu umbigo. e profavaliação. Sabe bem ir ver.

Mais escola segura...

Várias escolas do concelho de Ovar foram hoje surpreendidas pela visita das forças policiais para avaliar a adesão à greve dos professores.

A informação, avançada ao jornal Expresso por alguns professores, foi, entretanto, confirmada pelo Sindicato dos Professores do Norte (SPN).

Os estabelecimentos de ensino de Esmoriz, Maceda, Macedo Fragateiro e Dias Simões são algumas das escolas onde os presidentes dos conselhos executivos foram surpreendidos pela visita dos agentes policiais com questões sobre a adesão à greve, indicou o SPN.

Na maioria destas escolas, a adesão à greve dos professores foi superior a 90% e, em algumas, os conselhos executivos decidiram mesmo fechar o estabelecimento de ensino.

De acordo com o Sindicato dos Professores do Norte, da FENPROF, a adesão à greve na região Norte rondou os 94%, o que significa que terão feito greve mais de 48.700 dos 52 mil professores do ensino público a trabalhar nos concelhos abrangidos.

De acordo com o último balanço do sindicato, Vila Real é um dos distritos com maior adesão, com a percentagem de professores em greve a atingir os 97%.

Neste balanço, o SPN não contabiliza as escolas encerradas, onde não conseguiu obter números rigorosos de adesão à greve.

terça-feira, dezembro 02, 2008

Participar

No alvo

segunda-feira, dezembro 01, 2008

No dia 3 de dezembro faço greve