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M. Eugénia Prata Pinheiro

sexta-feira, outubro 24, 2008

Valha-me outra vez o La Tourette

Ouvem-se os comentadores. Nos foruns da rádio é divertido. Acham muito bem que os professores sejam avaliados como todos os cidadões são. E lá falam em nome dos cidadões a mando dos estudiosos destas coisas. Três ou quatro intervenções favoráveis aos professores intercaladas por uma de ataque de cidadões bem avaliados. E lá houveram duas ou três intervenções de bons cidadões para intercalar. A bem da naçom.

Mas hoje ouvi comentador encartado. O doutor José Miguel Júdice também acha que, como todos os outros funcionários públicos, os professores devem ser avaliados. Diz que o patrão tem a obrigação de avaliar. Não explica mais.

Desconhece que o patrão não quer avaliar nada? Se quisesse, seriam feitas corretas avaliações externas das escolas. Seriam criadas condições para que professores, alunos e funcionários pudessem desenvolver as respetivas atividades. Começaria por aí. Mas isso dá trabalho e até custa algum dinheiro. E dá muito mais nas vistas alagar o país de Magalhães que reparar os barracos onde decorrem tantas aulas, embora isso ficasse mais barato e tivesse muito mais imediatas consequências nas aprendizagens dos alunos.

Já em finais de 2006 deixei aqui convite a este e outros encartados comentadores para passarem uma semanita na "minha" escola. Nunca lá aguentariam uma semana mas falar de fora é fácil. Estes que até instalam barreiras químicas contra os xilófagos na Assembleia, não vá o caruncho roer-lhes as cabeças de pau!

E quer este senhor avaliar o quê? Pena que estes senhores não se debrucem sobre os milhares de instrumentos de medida que por aí circulam. Pena que não os analisem e até publiquem para que se conheça a dimensão da tragicomédia. Verdade que os arquitetos destas construções são alguns professores subitamente armados cavaleiros desta "avaliação", exército de voluntários serviçais da senhora ministra. Meia dúzia de horas de bla, bla, bla tornou-os avaliadores. E mesmo que pouco conheçam das matérias lecionadas pelos avaliados lá irão avaliar. E estão ufanos com o eduquês que conseguiram bolsar para centenas de parâmetros. Vão avaliar o quê? Não há evidências de que... Nunca, às vezes, frequentemente, sempre, sempre... Talvez o doutor Júdice esclareça.

A "patroa" não deve conseguir explicar o que quer avaliar embora lhe competisse o esclarecimento. Devia a senhora, primeiro que todos, tornar claros os seus objectivos. Não pode. Não pode dizer que apenas pretende reduzir gastos e que lhe é indiferente se nas escolas se deixa de conseguir ensinar e aprender. Face à crise, educação/instrução são assuntos de somenos.


1 Comments:

Anonymous zedeportugal said...

Andei por aí (pelo submundo, eh, eh, eh) à procura de um cartaz bonito para fazer um emblema, ou "badge", para divulgação da manifestação de dia 15. Tudo o que vi era... hum, como dizer... inadequado. Pronto, eu digo: o que vi era feio.
Vai daí, eu que gosto de coisinhas bonitas (e funcionais, simples, luminosas) decidi criar uma coisa nova.

Espero que gostem e usem.
Como está feito sobre uma imagem vectorial pode ser ampliado sobre as páginas de qualquer programa de edição (como o Publisher, por exemplo) quase sem perder qualidade na impressão, mesmo em A3 (penso eu, mas só pude testar em A4).

Vou deixar aqui a seguir o linque para o postal do meu blogue onde está posto este emblema/cartaz.
http://umjardimnodeserto.nireblog.com/post/2008/10/25/a-luta-e-bela

Um grande f-d-s para todos.

7:41 da tarde  

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