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M. Eugénia Prata Pinheiro

terça-feira, dezembro 01, 2009

A ministra precisa de tempo...

Extenso texto num P2 com dados biográficos da senhora ministra.

Deu durante alguns anos (poucos) aulas no 2º ciclo. Foi ocupando cargos (coordenação, conselho executivo). Saltou para o sindicato e depois foi fazer o tal faz de conta mestrado a Boston e lá se alçou à ESE.

Diz o texto:

Desistiu do sindicato quando começou a escrever mais assiduamente com Ana Maria Magalhães. Precisava de tempo. Foi uma das condições que também colocou na ESE de Lisboa: dar aulas só de manhã para ficar com as tardes livres para a escrita.

Aqui está uma experiência relevante para as negociações que se aproximam. Se a senhora precisava de tempo e requeria horários à medida das suas necessidades, compreenderá que os professores precisam de tempo, tempo para preparar o seu trabalho com os alunos, tempo para ler, tempo para estudar, tempo para escrever...

O texto também informa que a senhora, no último ano,

declarou cerca de 50 mil euros em direitos de autor, mais cerca de 60 mil em rendimentos brutos de trabalho dependente. O marido, Rui Vilar, presidente do conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian, acrescentou mais cerca de 240 mil.

Ora esta informação também é relevante - 50 mil mais 60 mil mais 240 mil - quer dizer que o casal dispõe de mil euros para gastar diariamente (mais cêntimo, menos cêntimo). O casal precisa portanto de tempo, já não para a escrita mas para gastar os euritos. Daqui decorre que as negociações com os sindicatos devem ser abreviadas. Os pontos essenciais - 8 ou 9 escalões, passagens de 3 em 3 e 4 em 4 anos, funil para os dois últimos (dada a crise e a necessidade de consumo, mantenho a proposta de acumulação de pontos - ver brainstorming - atribuídos por empresas de comunicação, transportes, frequência de actividades ditas intelectuais - cinema, teatro, concertos, conferências...), horários de 22 horas semanais mais 3 horas por período para reuniões - no 1º ciclo 25 semanais e 2 horas por período para reunião devem chegar e sobrar, nenhuma actividade de acompanhamento educativo dentro de sala de aula na ausência inesperada do professor e mais umas poucas coisas que espero que os sindicatos saibam. Se não souberem que nos perguntem. Temos mail disponível.

Nota: Acabando de chegar de uma reunião de departamento alterei o tempo destinado a reuniões. Qualquer professor de português com três ou mais turmas a cargo precisará de muito mais do que 13 horas para preparar aulas, ver trabalhos e preencher a papelada "criativa "que vai surgindo em catadupas

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