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M. Eugénia Prata Pinheiro

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Telefonei para casa do aluno e...

A professora/diretora de turma entrou irritada na sala dos profes. Por bem fazer mal haver, resmungava ela. E contou-me - um aluno estava a faltar e ela ligara para casa para falar com a mãe que não achou graça. Sabia muito bem que o filho estava a faltar; estava doente e, quando voltasse à escola, entregaria a justificação. Não conseguira ligação para a escola para avisar mas a doença depressa se curaria. Entendeu aquela chamada como uma queixinha, uma tentativa de acusar o filho de irresponsabilidade.

Ora eu concordo com a mãe. Para que se telefona para casa dos alunos para falar com os pais antes de falar com os próprios alunos? Por que não se pede para falar com o aluno?

Se o aluno puder atender o telefone explicará. Ou está doente ou dará uma qualquer outra justificação que o professor tratará com o próprio. Neste último caso, o próprio ficará a saber que o professor não lhe largará a perna e que o melhor será no dia seguinte meter pernas ao caminho da escola. Se estiver doente, será a conversa normal com os votos de melhoras, conversa que poderá repetir-se em dias seguintes e que deixará no aluno a convicção de que conta, de que se preocupam com ele, o que o motivará para o regresso.

Se o aluno não pode atender o telefone porque está doente, então a conversa vai fazer-se com a família que receberá bem a preocupação. Já não a entenderá como queixinha. Transmiti-la-á ao aluno de um modo positivo. Se ficamos a saber que a doença implicou internamento hospitalar, atuaremos como faríamos com um colega ou um amigo, com alguém que nos está próximo - a visita no hospital, a contribuição para o maior conforto do doente.

Sempre atuei nestes termos e com bons resultados. Os alunos são pessoas a caminho de se autonomizarem e compete-nos apoiar essa caminhada.


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