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M. Eugénia Prata Pinheiro

domingo, dezembro 07, 2008

As táticas

Ouvir a ministra declarar, em plena Assembleia da República, que o seu modelo de avaliação é mau, tem erros, mas é para aplicar este ano só pode indignar os professores e, pelo menos, espantar os cidadãos.

E a indignação faz crescer a vontade de forte oposição.

Recebi mail de um professor devidamente identificado que merece exposição.

(...)Esperar pelo dia 19 de Janeiro é completamente errado. A nossa luta deve ser permanente, pois não devemos dar tempo ao inimigo de se reorganizar.
Para além das muitas sugestões referidas nos blogues (resistência dentro das escolas, não entrega dos objectivos, etc., etc.), a nossa luta deve, também, ser visível.
Por isso proponho, humildemente, GREVE, 1 HORA POR DIA (entre as 08H 30M e as 09H e 30M, por exemplo) por tempo indeterminado. (...)

Porque será que os sindicatos dos trabalhadores dos transportes públicos, com muito mais experiência neste tipo de lutas do que os dos professores, adoptam esta estratégia? Fazem greve nas horas de ponta, apenas!

Se entender que a minha sugestão tem algum sentido ou interesse "bloguístico", gostaria que a submetesse (através do seu blogue) à consideração dos professores. Sob anonimato, de preferência, simplesmente um professor, sem qualquer título e sem nome, um professor humilhado. Apenas.

Encurtei o texto mas espero ter mantido o fundamental e acho que tem razão. E há mais.

Convidar os pais a visitarem tantos dos inapropriados espaços onde os seus filhos têm aulas - mal cheirosos, cobertos a amianto, sem ar nem luz, com cadeiras para anões e recusar trabalhar em tais insalubres espaços. Qualquer magalhânica campanha perde sentido diante destes barracões. E exigir um número de funcionários suficiente para garantir a segurança das pessoas e o apoio necessário ao desenvolvimento do trabalho. Quando o governo se preocupa em injetar euros em tão diversas atividades económicas, alegando a preservação dos empregos, não se entende que não se coloquem funcionários em número suficiente nas escolas. À senhora ministra e ao senhor primeiro-ministro não incomoda nada que volta e meia as salas deste ou daquele pavilhão não possam funcionar, que aquela escola, ou a outra, ou a outra não possam sequer abrir. Os alunos ficam sem aulas mas poucos sabem que isso acontece. Não é notícia, não tem importância.

Para quem está no terreno, fica clara a hipocrisia e falsidade com que publicamente o poder argumenta na defesa das titularidades e das avaliações promotoras do mérito. Qual qualidade de ensinança qual quê! Poupança, estranha poupança face a tanto desvairado esbanjamento de dinheiro público.

2 Comments:

Blogger MFerrer said...

Cara Senhora,
Já lhe respondi ao seu email.
Fica publicado no meu Homem ao Mar!
Cumprimentos
MFerrer

11:03 da tarde  
Blogger paula montez said...

http://www.petitiononline.com/CGTPUGT/petition.html

4:31 da manhã  

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