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M. Eugénia Prata Pinheiro

sábado, março 07, 2009

Haja quem os avalie depressa!

Republico este texto que aqui escrevi em outubro de 2007

Excertos de diagnóstico, 5º ano deste mundo outro:

- Por vafor mãe.
- Não sei.
- Enquado a tia esta na farnsa.
- Eonde encotrasde
- Foi na rua e tive pena e turcepara casa
- Tabem cofensete-me podemosa ficacoele mas quado a tua tia vier da franca fai para casa da tua avó.

- Pais porque é que não deixam o gatinho ficár cá em casa ele está muito magrino.
- O filha estábem protas fica lá com o gato. Disseram os pais.
- Yes!!! vosses são os menhores pais do mundo. Disse eu

- Nempesses que vanentar com esse cão.

levai um gato para casa e os meu pais não me daicharam telo mas eu enseti enseti e eles deseram o gato fica ca 3 dias se cudares bom dele nos pensamos melhore 1 dia tratai do gato dalhe de comer fislhe muintos carinhos e brincai com ele...

Chegei a casa com o gato.
Premeiro foi falar com a minha mãe ela dice que com o meu pai.
Depois do jantar, o meu pai chamo-me.
A tua mãe falo-me que encotra-te o gato na rua.
- Sim pai. Encomtei na rua ao pe do campo de fotebol.
O meu pai dice que não pediamo ficar com ele Mas eu dece que gostava muito dele e eu comvecio e ele dice que sim. Eu ficai co o gato e dei o nome bolinhas. Eu e o bolinhas difertimos muito.

Estes são apenas alguns excertos. Que fazer? Cantigas, ora, ora, cantigas!

Senhora ministra
Venha cá abaixo
Diga-me um caminho
Sozinha não aixo!

Douto e sabedor
Senhor secretário
Mande-me uma luz
Por um cumentário.

Senhora presidenta
Meça, meça, meça
O meu empenhamento
Por certo, ora eça.

Contra o abandono
Pelos resultados
Já lhes sei os nomes
Já tamos falados.

Este ano são 28
P'ró ano serão 30
Nem temos cadeiras
Mas fasche uma finta.

Vem-me à cabeça o meu velho e excelente professor Óscar Lopes, em casa, ainda no Porto. A determinado momento da sua vida, ele gostaria de ter ido dar aulas para o então chamado ensino primário. Estou longe da sua sabedoria mas também me apetecia o 1º ciclo para tentar compreender por que fica vedado a tantos o domínio da língua.

Fim da republicação.

Vem isto a propósito de se ter descoberto que o tão apregoado Magalhães tem programas cheios de erros - frases sem sentido, falhas ortográficas graves. É assim que esta prestimosa equipa ministerial, bem acolitada pelo primeiro-ministro, me aponta o caminho e aponta o caminho aos alunos do 1º ciclo que já o têm nas mãos. Fica claro o significado de excelência para toda esta gente.

Querem avaliar quem?

É uma vergonha.




7 Comments:

Blogger Emocore_Kid said...

Obrigado por ter passado pelo meu blogue :). Compreendo que no seu ponto de vista existem algumas coisas que eu disse que não pareçem fazer sentido...mas eu também não digo que "estudar é mau", aliás, acho que por exemplo um aluno que queira ir para medicina se deve esforçar para atingir essa mete porque gosta e tem prazer no que está a fazer. Eu simplesmente não tenho, e não quero ser mais um aluno que vagueia por aí na escola indeciso com o que quer fazer da vida e acaba por escolher qualquer coisa devido ao desinteresse geral ou falta de opções. Não quero ser só mais um, apesar de saber que devo acabar por sê-lo, mas sei também que quero viver a vida com uma intensidade nunca antes vista, e adoro-a por fazer isso mesmo todos os dias :). E por favor não diga que é "muito velha" :).

Cumprimentos

2:04 da manhã  
Blogger pOOka said...

Eu fui avaliada durante toda a minha vida profissional, e a minha função não é de longe tão socialmente construtiva e relevante como a de professor.

Aquilo que sou paga para fazer é garantir a qualidade de programas e aplicações informáticas.

Ao seu texto posso oferecer dois comentários.

Primeiro, que os famosos erros encontrados em aplicações fornecedidas com o "Magalhães" ocorrem pois a garantia da qualidade dos aplicativos informáticos grátis é uma tarefa que é acima de tudo solicitada aos utilizadores. Estes, ao encontrar os ditos erros são encorajados a corrigi-los eles próprios (dado que o código fonte da aplicação é livremente distribuído e pode ser livremente modificado) ou a reportar esses erros ao criador do software para que ele os possa corrigir. No entanto temos de considerar que o dito programador não é necessariamente pago pelo seu trabalho e que com ele temos uma relação de utilizador, não de cliente que possa exigir qualidade num produto que adquiriu. No entanto e levando em conta que o código é aberto não será só o criador do programa que terá possibilidade de corrigí-lo mas também qualquer um com conhecimento, tempo e boa-vontade suficiente. É de referir que na minha experiência profissional o software de código aberto, por se tratar de um esforço colaborativo apresenta um muito melhor tempo de resposta na correcção de problemas encontrados do que quando dependemos de uma única empresa para produzir e publicar versões corrigidas de programas com erros, mesmo quando bom dinheiro foi pago pelo software proprietário e especialmente quando se tratam de erros chamados de "estética" tais como erros ortográficos ou de gramática, pois este têm geralmete uma pririodade de resolução mais baixa do que por exemplo problemas de segurança ou defeitos funcionais.

Dito isto, o "Magalhães" trata-se de hardware que é disponibilizado com dois sistemas operativos pré-instalados, um dos quais é grátis. A qualidade destes sistemas apenas pode ser imputada a quem os produz, no caso do software pago será a Microsoft e outras empresas, no caso do Linux são tanto os autores dos programas como qualquer pessoa que queira, saiba e possa corigir ou simplesmente reportar erros. Parece-me um pouco excessívo dizer que estes são culpa ou responsabilidade do "Governo" (ainda que não esteja a fazer a sua defesa). O meu filho de 4 anos usa o Gcompris e o Linux (embora não num "Magalhães"), ao encontrar erros posso e devo como mãe e utilizadora de software livre apontar-lhos e explicar que sim os adultos também dão erros, mas que aprendem a corrigí-los e esforçam-se por não repetí-los. Posso ainda aproveitar a oportunidade e explicar-lhe que o mundo funciona muito melhor quando somos contributivos e não indevida e excessivamente críticos daquilo que nos rodeia, essa é a grande vantagem do código aberto, não o facto ser perfeito mas o de ser possível contribuir activamente para o seu aperfeiçoamento.

O segundo ponto é menos longo mas mais importante, e aqui falo sobretudo como mãe e não apenas como profissional de tecnologias de informação. A avaliação de qualquer profissional é importante para garantir a qualidade do seu trabalho e para permitir detectar necessidades de formação ou apoios adicionais de que possa necessitar. No caso de funções de cujo desempenho depende a qualidade de um produto final tão importante como a educação das crianças a avaliação não é apenas importante, ela parece-me imprescindível!

Poderá discutir-se o método, as regras, a justeza de um certo processo de avaliação mas algo que eu preciso como mãe ouvir da boca de um professor é a aceitação convicta de que a avaliação do seu desempenho é algo de impreterível, de absolutamente necessário! Especialmente devido à nobreza e importância da sua função. Não penso que os professores se devam ofender com o serem objectos de avaliação, como qualquer profissional no sector privado, onde ela é prática comum, poderá atestar não se trata de nenhum bicho de sete cabeças, não é nenhuma ofensa ao bom nome de nenhum profissional o ser-se avaliado. Trata-se de implementar um mecanismo que garanta a qualidade do trabalho, que possa ajudar a indentificar e corrigir falhas, que possa também contribuir para identificar, louvar, recompensar e publicitar boas práticas e soluções encontradas e implementadas pelos profissionais mais experientes e competentes. Discutam o método, os parâmetros, as medições da vossa avaliação mas por favor de uma vez por todas venha alguém dizer com coragem e sem afiliações políticas que os professores DEVEM SIM ser AVALIADOS!

Com os melhores cumprimentos,

Raquel Henriques
aka pOOka

11:28 da tarde  
Anonymous setora said...

Bem, Raquel, parece que os erros são tantos que não podemos deixar de pensar que alguma coisa funcionou muito mal. Não deviam ter ido parar assim às mãos dos alunos.Ou acha que não tem importância nenhuma? E quem vai corrigi-los? Os pais do agrupamento onde trabalho não estão em condições de o fazer - é uma zona de baixíssima literacia. Não estou a ver que os colegas do 1º ciclo consigam pôr em ordem dezenas de computadores, mantendo as suas actividades com os alunos. E os professores do 1º ciclo não têm na mão o magalhães.
O outro assunto - a avaliação dos profes. Sabe que também eu digo que ao longo dos meus 36 anos de serviço fui sempre avaliada. A Raquel provavelmente trabalha no seu gabinete. Eu trabalho directamente com os meus "clientes" ou "fregueses" ou "utentes". Por trás deles estão as respectivas famílias. Ao meu lado estão os colegas que fazem parte dos mesmos conselhos de turma ou do departamento disciplinar. Também andam pelos mesmos corredores e pátios os funcionários. E há uma hierarquia - coordenadores disto e daquilo, conselho executivo com presidente e tudo. Há uma direcção regional, há inspecção, há ministro. Quer mais olhos? Andarão todos estes cegos? Até cumpri os rituais previstos - "relatórios de reflexão crítica" - nos devidos momentos para passagem de escalão e até tive de prestar uma prova pública com júri externo para passagem ao 8º escalão.
Agora pergunto-lhe - conhece os termos propostos para esta "avaliação" de professores? Apesar de já ter levado muita volta, não vai servir para melhorar o trabalho de ninguém. É um faz de conta que serve para travar as progressões e para inquinar todo o clima das escolas.
Qual é a sua proposta para avaliar os professores? Que medidas, que parâmetros? Todos os seus professores eram excelentes?
Que diz aos professores dos seus filhos?
A Raquel parece muito crente nos méritos da "avaliação". A história próxima não confirma essa crença e não me refiro agora a esta coisa dos professores mas a muitas dessas "avaliações implementadas nas organizações".
Agradeço a explicação que me deu sobre o meu papel no mundo, o de aperfeiçoadora. Papel que me parece intrinsecamente ligado à profissão mas que obriga a que se seja capaz de crítica.
Fique bem

4:42 da tarde  
Blogger pOOka said...

Os erros em questão, tanto quanto me chegou à Alemanha onde vivo, já estarão inclusive corrigidos bastando uma simples actualização do programa para que sejam rectificados. Não digo que não devesse haver mais cuidado ao distribuir o software e uma melhor revisão do seu estado mas parece-me excessivo fazer da existência desses erros tamanho alarido, e garanto-lhe a actualização de software em Linux não é nada de especialmente complicado.

Não existem sistemas perfeitos, se existissem eu não teria emprego. No entanto e dado que não conheço detalhes sobre o método de avaliação proposto para os professores pelo Governo Português não vou, nem posso, defender ou condená-lo! Referia-me no meu comentário exclusivamente aos benefícios que um sistema de avaliação do desempenho justo, correcto e com objectivos positivos, pode trazer para qualquer profissional. Nem sempre a avaliação nas empresas é feita nestes moldes, tem razão e sim já o senti na péle. Mas essas injustiças não negam o facto de que, realizada de uma forma justa e adequada, como saberá bem melhor do que eu, a avaliação é algo positivo, que nos permite conhecer as nossas falhas e pontos positivos, reconhecer os erros e deverá levar-nos a querer fazer melhor! Isto é algo em que acredito apesar de já ter passado por situações laborais em que a minha avalição não foi nem justa nem realizada por alguém competente para a fazer. Por isso tanto me espanta que não seja defendida a importância de avaliação por quem mais conhece a sua necessidade! Não sendo crente nos méritos da avaliação pergunto-me... como pode ser professora?

Espero que não me leve a mal, tenho muitos e bons amigos professores. Admiro imenso a vossa coragem e dedicação a uma que considero ser das profissões mais difíceis, mas sou franca demais para não dizer aquilo que penso. Sei bem que a vida profissional de um professor já é dificil que baste, e sim, se o sistema de avaliação actual não for correcto têm todo o meu apoio na vossa luta. No entanto, negar que a avaliação tenha méritos parece-me ser quase o mesmo que negar que a educação os tenha.

Com os melhores cumprimentos,

Raquel Henriques
aka pOOka

8:00 da tarde  
Anonymous setora said...

Ora Raquel, labora numa ideia falsa - o papel principal do professor não é avaliar mas sim passar conhecimento e é nessa tarefa que eu gasto as energias. Se eu desenvolver múltiplas e diversificadas actividades visando as aprendizagens, garanto-lhe que os alunos aprendem. Aprendem aos seus ritmos, mas aprendem. Isso é o que me interessa. Passados 36 anos de actividade, continuo a odiar os momentos de os enfiar no 1, 2, 3, 4, 5. Continuo a gostar de lhes comentar os trabalhos. Há avaliações e avaliações. Saiba que está estudado que de entre os alunos que fizeram os seus estudos com notas máximas e dos que os fizeram com as notas mínimas sai exactamente o mesmo número de excelentes profissionais.
Não é uma avaliação burocratizada, forçosamente injusta, que vai permitir melhorar o trabalho dos professores. Quem avalia? Avalia o quê?
O trabalho dos professores melhorará se houver maior entrosamento, troca aberta de ideias e experiências, o que irá permitir que cada um vá dando conta do que sabe e do que não sabe e tem de estudar, vá dando conta do que bem pratica ou mal pratica para que possa ir fazendo correcções. A avaliação burocratizada é a negação de tudo isto, umas grelhas absurdas que pretendem quantificar o inquantifícável, uns avaliadores de repente tirados da cartola, em tantos casos professores pouco "competentes" mas ufanos da função.
Professora eu posso ser, avaliadora é que nem pensar!

2:30 da manhã  
Blogger pOOka said...

Percebo agora que para si o conceito de avaliação se limita ao acto de "dar notas", estaremos então a falar de coisas distintas.

A "avaliação" a que me refiro engloba todas as medidas necessárias para determinar o estado actual de obtenção de determinados objectivos e promover as formas mais eficazes de os alcançar. Não será, como eu a vejo, uma palavra tão feia e prosaica.

Quanto a mim avaliar é algo que qualquer ser humano faz diariamente. Avaliamos as nossas acções, os riscos que corremos as reacções dos outros, não necessariamente para (n)os compartimentar em grupos como "os bons", "os maus" ou "os excelentes", mas essencialmente para podermos determinar a sua natureza e agir consoante a mesma.

Avaliar, neste contexto é acima de tudo conhecer.

Mais uma vez não estou a defender nenhum sistema em concreto, nem tão pouco a afirmar que existe algum sistema perfeito, mas como aluna, como profissional, como avaliadora e avaliada, prefiro a existência de um "sistema" (mesmo que com incongruências, defeitos, injustiças e burocracias) do que a ausência de definição concreta de objectivos, ou formas de verificar se estes estão a ser ou não atingidos: a burocracia, as injustiças e as falhas no sistema podem e devem ser combatidas, a necessidade da existência de um sistema mantem-se - não porque seja necessário dar notas, ou qualificar burocraticamente alguém, mas sim porque para melhorar/garantir a qualidade de algo temos primeiro de o conhecer, de o avaliar, de determinar (se preferir) o seu estado e natureza.

Como vi hoje escrito num anúncio de rua "Qualität ist kein Zufall" - a Qualidade não é um acidente. Não, ela resulta de um estudo prévio, de uma estratégia planeada e aplicada, de uma avaliação contínua dos objectivos e do seu estado, e sim também de uma constante revisão dos métodos e processos referentes a essa avaliação. Para obtê-la (a Qualidade) há que envolver nessas actividades todos os interessados. Os melhores sistemas de avaliação serão os que admitem a participação colaborativa de todos os envolvidos e nos quais a avaliação ou determinação do estado actual de algo resulta de uma análise tão objectiva quanto possível.

Quando diz que:

"O trabalho dos professores melhorará se houver maior entrosamento, troca aberta de ideias e experiências, o que irá permitir que cada um vá dando conta do que sabe e do que não sabe e tem de estudar, vá dando conta do que bem pratica ou mal pratica para que possa ir fazendo correcções."

Não duvido. No entanto, a auto-avaliação e auto conhecimento apenas nos fornecem, uma parte, uma visão do nosso mundo. Se quisermos ver o todo precisamos de saber como os outros nos veêm, como eles nos avaliam. É através da combinação destas perspectivas que melhor podemos perceber a realidade. Sem saber como os outros (especialmente os mais envolvidos naquilo que faço e nos resultados do meu trabalho) me avaliam, eu não posso saber objectivamente como estou.

Sinceramente, neste contexto não entendo como poderá não encontrar vantagens em ser-se avaliado e não apenas auto-avaliado, ou avaliado por pares (se bem estas sejam também avaliações válidas), ou será que interessa apenas aos professores conhecer (leia-se avaliar) o estado actual do ensino e promover a sua qualidade?

Penso que é absolutamente necessário que sejam ultrapassadas questões de semântica e entendido por todos que se o objectivo comum é melhorar algo, é necessário ter uma forma o mais possível concreta, objectiva, justa e positiva de o avaliar e que este processo diz respeito a todos a quem interesse obter esse objectivo.

Com os melhores cumprimentos,

Raquel Henriques
aka pOOka

11:37 da manhã  
Anonymous setora said...

Pois o problema está aí - o que é isso de avaliação do desempenho dos professores. Como lhe venho dizendo há avaliações e avaliações e a avaliação que o ME pretende fazer é a das notinhas (notinhas que depois se traduzirão em eurinhos) - "alguém" vai dar-nos notas mediante umas cruzes numas grelhas absurdas. Mas as notas obedecem a quotas - só X podem ter nota excelente, só Y podem ter nota muito boa. E a definição deste X e Y é curiosa - se uma escola tem más instalações (o que não decorre da vontade dos professores e até implica um esforço maior por parte de quem ali trabalha - alunos e professores) o X e o Y reduzem-se. Parece-lhe que isto tem alguma coisa a ver com melhoria da qualidade? Parece-lhe que isto é "avaliar para conhecer"?

Muito do que afirma vem direitinho ao que já aqui defendi - naturalmente que somos avaliados desde sempre - pelos alunos, pelas respectivas famílias e por todos os que connosco trabalham. E estamos em permanente reflexão quer sobre o que fazemos - preparar cada aula e, se a aula está a resultar mal, mudar a agulha - quer sobre os avanços dos alunos. E não lhe parece que trabalhamos com objectivos? Veja lá esta turma cujos excertos de trabalhos copiei sic para este post. Acha que não tive de definir nada, que não tive de ir verificando as alterações que conseguíamos desta triste situação de partida?

Trabalho na área da língua portuguesa mas esta é a língua de trabalho em todas as disciplinas (excepto para o inglês - mas até aqui há ligações). Isto quer dizer que os avanços no domínio do português serão tanto maiores quanto maior for o entrosamento dos professores da turma. E o êxito no domínio do português permitirá êxito nas outras disciplinas. Quando falo em entrosamento não falo em "exames de consciência", nem avaliações nem auto-avaliações. Falo de irmos em conjunto encontrando os melhores modos de fazer avançar aqueles alunos, quero que me digam e que me ouçam. Não estou a avaliar ninguém nem a ser avaliada. Doutro modo chegamos ao diálogo elucidativo que já aconteceu este ano na minha escola (e possivelmente em muitas outras) - disseram-me que tens um conjunto de fichas interessantes para trabalhar esta matéria. - Tenho, tenho, mas é meu! Ora, cara Raquel, mxxxx para estes "donos".

E que é isso de análise objectiva deste trabalho? Que medidas usa? Tal como, felizmente, os alunos são diferentes entre si, também os professores não são iguais. Professores absolutamente distintos - nos métodos de trabalho, no relacionamento com os alunos, com as famílias... - podem conseguir excelentes resultados com os alunos. Como define um excelente professor?

Na verdade a qualidade não é um acidente mas não depende das notações que os professores obtiverem nesta "avaliacão" nem serão essas notações que irão permitir conhecer o "estado da arte". A "avaliacão" é que é um acidente grave, torna as escolas zonas de catástrofe.

Os melhores cumprimentos
Eugénia

2:19 da manhã  

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