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M. Eugénia Prata Pinheiro

terça-feira, setembro 22, 2009

Eu é que sou a burra?

Não tive hipótese de reter toda a informação que acabei de ouvir contendo dados do fisco mas não será difícil ir apanha-los.

Começou a sequência noticiosa por avisar que o número de ricos aumentara em Portugal e, pelos dados que se seguiram, aquilo que rapidamente se deduzia é que o forró da fuga ao pagamento de impostos por parte das empresas e dos empresários segue em grande. Muitos dos que deviam pagar pela taxa dos 42% conseguem reduzi-la para metade. A maioria das empresas não declara lucros e lá se vai isentando de impostos.

Diz-se de seguida que a despesa com os desempregados e os subsídios ao emprego estão a aumentar o deficit. Mas remata-se o encadeamento noticioso declarando que se tinham encontrado alguns burlões recebedores do rendimento de inserção e que lhes havia sido retirada aquela grossa maquia.

Noticiário revelador: há mais ricos - esta entrada insinua-se como um "vejam que a crise não é tão má assim..." Que conseguem enriquecer burlando fica para melhores entendedores já que não se dizem os números gordos que esta burla retira do bolo do Estado nem se anunciam efectivas medidas de controle.

Os malandros vêm a seguir escarrapachados - os desempregados e os burlões do rendimento mínimo. Estes aumentam o deficit, estes obrigam a gastos imprevistos. Mas contra estes a fiscalização está activa, fiquemos pois tranquilos.

Fica feito o retrato da sociedade, dos que nos vão desgovernando e dos que com informação pouco escrupulosa os vão apoiando.




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