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M. Eugénia Prata Pinheiro

quinta-feira, julho 30, 2009

Mais programas eleitorais

Uma iniciativa para rir: 200 euros numa conta bancária aberta para cada criança que venha a nascer. Poderá movimentá-la quando tiver 18 anos.

Na sequência deste anúncio foram já divulgadas iniciativas de muitos países de apoio à natalidade que estão a anos luz desta mesquinhice. Não só a verba é muito maior, como é entregue às famílias para que a usem no que lhes fizer falta.

Aqui o Estado sobrepõe-se e decide que a criança deve ter conta bancária. E que conta! Em 18 anos pode ser que o investimento dobre mas nem isso está garantido. Admitindo que dobre, 400 euros será um princípio de vida magnífico! E será o governo a escolher o banco para a criança? Pois, não deve haver concurso público e lá irá a CGD arrebanhar uns milhões para aguentar o BCP, o BPN, a fábrica espanhola de Sines, a..., o...

E traz-me isto à memória uma triste história passada com a minha mãe. Perdeu a mãe aos dois anos e o pai aos nove. Uma avó e tias já idosas deram destino à criança - um bom colégio com internato para estudar e férias com a família. Para administrar os bens o Estado nomeou um tutor oficial como era habitual na época. Os jovens órfãos, que completaram 18 anos aquando a minha mãe e tutorados pelo mesmo indivíduo, não viram um tostão das suas heranças. O diligente tutor administrara os bens a seu favor, pusera todas as suas propriedades em nome da parentela e, sendo já velhote, suicidou-se. Estivesse o CCB (Camilo Castelo Branco) no activo e teríamos boa novela.


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