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M. Eugénia Prata Pinheiro

domingo, maio 09, 2010

Critérios

Que razões levaram a alterar a codificação das provas de aferição de português?

Dantes nos itens em que se pretendia verificar se os alunos compreendiam e interpretavam o que liam a atribuição do código não tinha em conta a correção formal. Na parte dedicada à produção escrita verificava-se a qualidade dessa expressão. Parecia-me bem. No ano passado introduziu-se uma marca de incorreção formal. Não achei mal. Mantinha-se completamente a perceção de que o aluno compreendera ou não - os códigos mantinham essa função - e havia o indicador de falhas na escrita. Este ano atropelou-se tudo. Em alguns dos itens deixa de ser possível perceber por que foi atribuído um determinado código, se foi porque o aluno não compreendeu ou porque compreendeu mas falhou na escrita. A análise ficou viciada.

Ao que parece o GAVE, a partir de todas as grelhas de classificação, disponibiliza às escolas o levantamento das produções, aluno a aluno, turma a turma. Com tudo aquilo informatizado, é fácil pôr um programa a fornecer esses dados. Mas nada disto chega aos professores. Nem estes dados nem as provas que, sendo reenviadas às escolas, seguem diretamente para o arquivo morto. Aos professores chegam apenas os dados globais - houve tantos por cento de negativas - e a distribuição dos seus alunos pelos níveis A, B, C, D, E.

Talvez por conhecer esta realidade, por perceber quão inúteis são estas provas para a melhoria do trabalho dos professores, surge este ano esta balbúrdia nos códigos na parte da compreensão/interpretação. O anterior rigor da notação não servia para nada e deste modo põem-se a salvo da crítica patética à "não consideração da correção escrita" nesta parte da prova.

Lá vamos na onda. Mas voltarei a requerer o acesso às provas dos meus alunos. Provavelmente vai ficar de novo sem resposta mas "água mole..."

E toca a estudar o acordo ortográfico, senhores professores classificadores, para não contabilizar como erros o que afinal está de acordo com o acordo. Preparem-se para as viagens cheias de pretéritos perfeitos, na 1ª pessoa do plural, de verbos da 1ªconjugação sem o acento - preparamos as malas, compramos os bilhetes, entramos no comboio... Como foi acento que nunca me fez falta, requiescat in pace. R.I.P., R.I.P., R.I.P.

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