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M. Eugénia Prata Pinheiro

sexta-feira, novembro 14, 2008

ALERTA PÚBLICO AOS PRESIDENTES DOS CONSELHOS EXECUTIVOS




O Movimento de Professores PROmova alerta os Presidentes dos Conselhos Executivos para a circunstância de os mesmos não disporem nem de mandato, nem de representatividade, nem, mesmo, de autoridade para negociarem o que quer que seja com esta equipa ministerial, relativamente a este modelo de avaliação do desempenho. Além do mais, porque, salvo meia dúzia de honrosas excepções, a maioria dos Presidentes dos Conselhos Executivos nunca tiveram a coragem de defender a escola e os seus professores, intervindo, publicamente, na denúncia das incoerências deste modelo.
O optimismo que no dia de ontem (Quinta-feira) deixaram transparecer para a comunicação social é, completamente, injustificado, porque os paradoxos e as falibilidades estruturantes do modelo de avaliação continuam intocáveis. O problema deste modelo de avaliação não é sanável por retoques, por simplificações caricaturais ou pela selecção fortuita de um grupo de cobaias para a sua experimentação. Se alguns alegaram, no ano lectivo anterior, que o problema era de calendário de aplicação (a realidade mostrou o alcance curto desta visão, como na altura denunciámos), é inaceitável que agora a escapatória, para uma equipa ministerial que fez da hostilização e humilhação pública permanentes aos professores a sua cartilha, passasse por uma qualquer simplificação pontual ou pela redução, durante este ano, do número de avaliados, deixando a absurdidade do modelo intacta.
Não queiram os Presidentes dos Conselhos Executivos fazer, desta vez, um papel similar ao protagonizado, no ano lectivo anterior, pela Plataforma Sindical, trocando o essencial pelo irrelevante, pois tal constituiria o isolamento e o descrédito absolutos dos Conselhos Executivos perante os professores.
Convém ter presente que a burocracia inerente a este modelo de avaliação do desempenho constitui apenas uma dimensão, e nem sequer a mais importante. Este modelo, além de uma evidente componente de inexequibilidade, tem, acima de tudo, um problema de inconsistência, de credibilidade e de irrelevância, como tem sido explicitado nos vários documentos que têm suportado as moções e as tomadas de posição da maioria das escolas. Por favor, não ignorem as razões e os argumentos dos professores.
Procurem, antes, fazer sentir à equipa ministerial que a pacificação das escolas apenas se consegue pela renegociação do ECD, pelo fim da divisão arbitrária e injusta da carreira e pela substituição deste modelo de avaliação, devendo a Sra. Ministra da Educação deixar de insistir na estratégia de estupidificação dos professores portugueses, pois não se trata da existência de dificuldades nas escolas, mas da rejeição absoluta deste modelo de avaliação em concreto pelas razões, amplamente, aduzidas pelos professores, que não da necessidade de avaliação, só por falácia confundível com a necessidade deste modelo. Pelos vistos, as dificuldades de compreensão estão do lado de quem não pode, ou não quer, aceitar o óbvio.
Aquele abraço,
PROmova
PROFESSORES – Movimento de Valorização

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