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M. Eugénia Prata Pinheiro

terça-feira, julho 28, 2009

Conferência com bloguistas...

Fui ao blogue do Paulo Guinote, A Educação do meu Umbigo, e diverti-me com o video de um bocadito da reunião de Sócrates com blogers.

O Tiago Ramalho tenta, com a pergunta que faz, que Sócrates explique o número total que apareceu publicado de avaliados pela aplicação do siadap na função pública em 2008, total que é falso porque inclui os professores. Ora nesse ano terão sido "faz de conta avaliados" vinte e poucos mil professores contratados e não pela aplicação do siadap que não se aplica aos professores portanto os números publicados nada têm a ver com o real.

Respondendo, Sócrates faz de conta que não percebe o problema que lhe é posto e aproveita para se contradizer em poucas palavras - esta avaliação dos professores é rigorosa porque se instituíram as quotas o que permite que haja excelentes e muito bons; há uma percentagem diminuta de excelentes e muito bons mas dantes não havia nenhum. (Ficamos então a saber que só havendo avaliacão é que há professores excelentes e muito bons. Sem avaliacão são todos uma nódoa.) Pouco depois diz que, graças às quotas, os funcionários já não são todos muito bons como era costume até aqui. (Aqui fala da sua experiência como funcionário público não avaliado - ora vimos os projectos de casas que assinou, os processos mirabolantes em que se foi metendo e têmo-lo como primeiro-ministro/secretário geral do PS.) Em que ficamos? Para que servem as quotas?

Aproveita também para insistir, insistir, insistir que está finalmente a ser feita a avaliação dos professores que nunca existiu antes. Ora eu que prestei prova pública com júri externo para passar ao 8º escalão e, para as passagens de escalão seguintes, apresentei relatório crítico à comissão de avaliação interna da escola, fico com urticária não porque julgasse que estávamos a ser criteriosamente avaliados (nem sei como isso pode ser feito) mas porque se isto não era avaliação, agora é? Agora é que se descobre o mééééérito? Como o descobre? Agora é que os pais/ees vão saber que os filhos têm uns professores cheios de mérito e outros cheios de... quê? E, se os profes não tiverem mérito, os pais entregam-lhes os filhos?

Ai, ai, ai.