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M. Eugénia Prata Pinheiro

segunda-feira, setembro 27, 2010

Miguel Sousa Tavares é um caso de estudo.


A raiva contra os professores que sempre manifesta resulta de quê?

O discurso que faz, colocando os professores como fautores da crise, é caucionado pelas entusiásticas declarações de vitória de Mário Nogueira.

Vitórias de Pirro, sabemos nós. Todos os professores, independentemente da sua qualidade, pioraram as suas condições de trabalho e de vida. As progressões na carreira para os que pertenciam aos quadros foram adiadas e, para muitos, adiadas para as calendas gregas. As entradas para os quadros dos contratados acontecerão para a maioria no dia de São Nunca à tarde. As condições para os alunos aprenderem nas escolas serão criadas no dia em que nascerem dentes às galinhas.

A fantochada da avaliacão, com mais retoque ou menos retoque, manteve-se não decorrendo dela qualquer melhoria para o trabalho que os professores desenvolvem. A poupança no erário para que contribui entravando as progressões é contraditada pelos gastos de tempo, paciência e papelada, tempo, paciência e papelada que seriam bem mais úteis aplicados no trabalho com e para os alunos. Parece que para Miguel Sousa Tavares esta avaliacão era pedra de toque. Vê mal, ou melhor, vê de acordo com a batuta governamental. A avaliacão dos professores faz parte do cenário das obras grandiosas, do aquartelamento dos alunos, da inundação das tecnologias. Tudo faz de conta. Nos entretantos tudo piora para o ensinar e aprender. Mas não é com as aprendizagens que estão preocupados. Tenho para mim, pelo que vou vendo, que acham que quanto menos os alunos puderem aprender melhor será. Basta-lhes que as estatísticas batam certo, se construam nos devidos termos.

Mas não gasto latim com este cavalheiro que veio a correr do seu "monte alentejano" para pôr a sua criança nas aulas no dia 2 de Janeiro dum qualquer ano de graça ao sabor de um capricho da ministra Lurdes Rodrigues. Não se ergueu contra o capricho da senhora que lesava a vida das famílias (que também os professores têm). Irritou-se, isso sim, com os professores que nesse dia muito justamente faltaram. Até a dita ministra teve a inteligência de recuar na estulta calendarização que não voltou a repetir. O homem é que enquistou ali, irritou-se. E o grande Mário Nogueira vai-lhe dando os tons e os sons.

Já várias vezes desafiei este e outros senhores, acrescento agora o grande sindicalista, a virem uma semana cumprir o meu trabalho na minha escola. E falo no meu que estou na faixa etária destes senhores. Já nem falo do de outros colegas mais jovens a lecionar português a quatro ou cinco turmas de 28 ou 29 alunos de variados anos de escolaridade. Não falariam de cor.

Nota: As trapalhices não se ficam pelos professores. O senhor também inventou que o governo teria prometido um depósito de 500 euros a cada bebé nascido.Prometer prometeu mas apenas um irrisório depósito de 200 e nunca chegou a cumprir a promessa.


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