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M. Eugénia Prata Pinheiro

quinta-feira, outubro 07, 2010

Na Hungria

O derrame de lamas tóxicas na Hungria foi assustadoramente ampliado por nova fissura no reservatório da fábrica de alumínio que esteve na origem do desastre; e o Fundo Mundial para a Protecção da Natureza (WWF) veio a público denunciar que as fugas já vinham de trás, de Junho deste ano, e não foram inesperadas, ao contrário do que tem dito a empresa. Os diques que estão a ser construídos no local tentam atrasar ou estancar a expansão das lamas tóxicas, mas o mal já está feito: sete mortos, 150 feridos, uma vila semidestruída e a progressiva contaminação dos solos vizinhos, que pode pôr em risco o ecossistema fluvial do Danúbio. Novo derrame poderá libertar mais 500.000 metros cúbicos de lamas tóxicas. Mas quantas potenciais fontes de acidentes como este poderão existir, silenciosas, por deficiente manutenção ou envelhecimento progressivo, ao longo do Leste europeu, herdadas ainda dos anos do comunismo? Ninguém sabe, mas este desastre deve servir de alerta. Sobretudo para que os governos apostem na prevenção. Há coisas que não se remedeiam, como a Hungria infelizmente descobriu.

Retirei do Público. A crença do editor nos governos que hão de apostar na prevenção deixa-me embasbacada. As fugas do material tóxico já vinham de trás e quer governo quer Fundo Mundial para a Proteção da Natureza fizeram coisa nenhuma. O empresário nada fez que o seu negócio é tirar lucro máximo da produção de alumínio, lucro que seria reduzido com preocupações de segurança - nada disso incomodará nunca o dono da fábrica. Temos "paletes" de histórias destas com consequências menos ou mais funestas. Estão por esse mundo fora sem zonas de exceção. Só as pessoas, com a sua organização e intervenção, poderão impedir que as suas "aldeias" desapareçam do mapa.


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